domingo, 27 de setembro de 2009

votar se votasse seria no BE



hoje,

se fosse votar votaria no Bloco de Esquerda... mas nestas eleições por razões pessoais vou-me abster...

sábado, 5 de setembro de 2009

As coisas que me fazem escrever...

Hoje,
estando eu no escritório, quase à hora da paparoca recebo uma chamada telefónia, do qual trasnscrevo o diálogo se é que este estistiu:

Operadora - Boa tarde. Estou-lhe a falar da zon e gostaria de falar com o responsável...
Aqui deste lado - No que posso ajudar?
Operadora - Tenho o praser de estar a falar com?...
Aqui deste lado - Está a falar comigo!
Operadora - O Senhor acaba de CONQUISTAR a nova Box da Zon TV Cabo com antena parabólica, 120 camais incluíndo os canais de filmes durante três meses totalmente gratuíto, tendo apenas k pagar a deslocação do técnico... 50€ (???!!!!......) Certo?! e se ficcar satisfeito paga apenas 9€ + 3€ por mês (mensalidade + seguro vitalicio)...
ainda a Operadora - Entre segunda e terça feira quando é k...
aqui deste lado - bom, se está certo ou errado isso não sei.
Como acabou de afirmar eu "acabei de conquistar..."
Operadora - Mas é totalmente gratuito...
Aqui deste lado - gratuíto pela quantia de 50 euros certo?
Operadora - Mas é a deslocação do técnico.
Aqui deste lado - Vamos por parte:
1º. - é a senhora que diz que "acaba de conqusitar"...
2º - a questão é saber se eu aceito essa conqusita...
3º - ... é gratuito, pois, acredito! pela quantia de 50€. Certo?
Operadora - Certo.
Aqui deste lado - Pois, não estou interessado!
Operadora - (com voz de cachorria triste) - Está bem... Beijhinhos.

Nota: se a operadora me tivesse falado dos "beijinhos" no ínicio até teria aderido ao serviço gratuito pela quantia de 50€, mas como só o fez no final, fiquei com o beijinhos realmente gratuitos...

terça-feira, 14 de julho de 2009

AQUI FUI CLARISSE (II)

imagem recebida por e-mail

AQUI FUI CLARISSE volta ao palco na Casa Amarela esta semana
Quinta(16/Jul), Sexta(17/Jul e no Sábado.


Fui à primeira apresentação no passado dia 9, com casa cheia - embora o espaço não leve muitas pessoas... - tenciono repetir para voltar a sentir ainda com mais intensidade a força das canções e as musicas que as acompanham.

A Crítica do Zig está em http://zigdebeja.blogspot.com/search/label/Cr%C3%ADtica%20a%20Espect%C3%A1culos, das suas palavras, tenho que concordar: "forte, essencialmente forte..."
Irei repetir, em princípio Sexta-feira, se ainda haver lugar...
Ouvir ao pormenor a profundeza dos poemas, irei com tempo, às 9.20 irei comprar o bilhete, beber um café ler as letras das canções que serão interpretadas por Isabel Moreira (Voz), Ângelo Martino (piano) e Jorge Teixeira (violoncelo).
Recomendo e reconheço o excelente trabalho de criação poética e musical...
para quem está na duvida entre ir e não ir ouça as palavras da encenadora de AQUI FUI CLARISSE, Gisela Cañamero à TVALENTEJO em http://www.tvalentejo.tv/index.php?view=2009071020105871

domingo, 12 de julho de 2009

Too Much Love Will Kill You

Relativizar Saramago...

de costas voltadas aos militantes
imagem da net


Jerónimo de Sousa - Secretário Geral do PCP - relativizou as palavas do Prémio Nóbel da Literatura - José Saramago, afirmando que "a CDU tem um projecto para Lisboa que é independente da opinião dos seus militantes..." a ortodoxia no seu melhor na voz do Secretário Geral do PCP.
Jerónimo fala em nome de "um colectivo" quando deveria dar ouvidos a esse mesmo colectivo em vez de lhe impôr ideias e projectos, os militantes do PCP terão consciência da profundeza das afirmações do Secretário Geral? Saberão os militantes do PCP que o projecto do PCP para Lisboa e para o País é "independente da opinião dos seus militantes"?
Será que também é necessário "um acordar" no PCP e exigir novas pessoas?

Uma coisa será certa, Santana Lopes se ganhar as eleições - o que eu acredito que aconteça e com maioreia absoluta em Lisboa, a concretizarem-se as minhas previsões, aqui, quer dizer em Lisboa, o PCP deu o seu contributo em nome do abstracto "COLECTIVO" ou da pura ortodoxia comunista.


Aqui no Burgo, a posição é a mesma, o projecto do colectivo do PCP é independente da dos seus militantes e da dos interesses da cidade... espero que aqui em Beja, o PC começe a sentir as consequências das suas atitudes e posições...

Hoje no DN:
A CDU "tem um projecto para Lisboa que é independente da opinião dos seus militantes, mesmo que notórios, que não alteram uma decisão colectiva".
Foi desta forma que Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, comentou o apoio de José Saramago à candidatura de António Costa. Em Viseu, onde esteve num almoço com militantes comunistas, Jerónimo acusou ainda o PS de "praticar a política da direita reaccionária" e de ser responsável pelo desemprego "galopante".
"Temos uma posição autónoma e construtiva, tomada de forma colectiva e não será posta em causa", assegurou o secretário-geral do PCP.
Jerónimo de Sousa garantiu ainda que "António Costa tem realizado uma política que não deu resposta aos anseios de Lisboa e iremos por isso manter a nossa posição autónoma", referiu.
Em Viseu, o secretário-geral dos comunistas, onde a CDU nunca elegeu qualquer deputado, reconheceu que "temos a certeza de pisar terra firma, embora íngreme, e tudo faremos para eleger um deputado que possa romper com este situacionismo onde não são respeitadas as ideias diferentes de quem está no poder".
No discurso de apresentação dos candidatos a deputados por Viseu, encabeçados por Manuel Rodrigues, Jerónimo de Sousa acusou o Governo de "só querer ajudar a banca e o sector financeiro enquanto o povo continua a sofrer a inclemência de uma crise que não é para todos". Num discurso em que apelou ao reforço de votos na CDU, "à semelhança do que aconteceu nas Europeias" lembrou que "a alternância entre PS e PSD nestes últimos 35 anos contribuiu para que "o sector financeiro e bancário continue a alcançar lucros fabulosos enquanto os trabalhadores continuam a pagar a crise que não é para todos", concluiu.
Perante duas centenas de militantes comunistas e efusivamente aplaudido, Jerónimo apontou a "política profundamente fracassada" que desvalorizou "salários, pensões e reformas enquanto aumentou o desemprego para níveis galopantes onde hoje já temos 620 mil desempregados". O secretário-geral do PCP sustentou que "o importante é reduzir a base eleitoral das forças que praticam esta política de direita que tem sido feita pela alternância, entre PS e PSD, que está gasta e sem soluções para o País".

sábado, 11 de julho de 2009

sem ilusões...

A Travessia, Goao Xingkian (China1940)
Tinta da China sobre tela 116 x 89 cm
Museu Berardo, Sintra

Em artigo de opinião, publicado hoje no Expresso, Manuel Alegre - sem ilusões - tenta despertar um PS adormecido à sombra da laranjeira, alerta o seu PS para o que seria preciso "mais politica e menos marketing" e indo mesmo mais longe "... que os socialistas acordassem do seu torpor e que dentro do PS se ouvissem vozes a exigir uma mudança não só de estilo, mas de pessoas e de políticas..."
Manuel Alegre há muito que iniciou a sua longa pravessia dentro do PS, continua... agora sem ilusões...
Na integra artigo de opinião de Manuel Alegre


Em nenhum outro país europeu a esquerda é eleitoralmente tão forte como em Portugal. Mas essa força não serve para grande coisa. Sobretudo não serve para governar, seja em coligação seja através de acordos pontuais.
Em caso de maioria relativa do maior partido da esquerda, a governabilidade só é garantida à direita, quer através do bloco central quer com o apoio do CDS. Nem o PCP e o BE estão disponíveis nem o PS quer governar com qualquer deles. As nossas esquerdas parecem ter como desígnio principal excluírem-se umas às outras. É uma das originalidades portuguesas.
Depois da queda do muro de Berlim, os partidos comunistas quase se evaporaram. Com a honrosa excepção do PCP, não só pelo seu papel na luta antifascista, mas também devido ao facto de Álvaro Cunhal ter preservado a ideologia tradicional do partido, fixando assim o núcleo essencial do seu eleitorado.
Esperava-se então que fosse a hora do socialismo democrático. Mas o que veio foi a globalização neoliberal. Com os socialistas na defensiva ou ideologicamente colonizados. Essa é talvez a razão pela qual a nova crise global do capitalismo financeiro beneficiou a direita e não a esquerda. Parafraseando Saramago, para quê votar à esquerda se não há esquerda? Como projecto de governo, não há. Se não mudar, o socialismo europeu corre o risco de ter um destino semelhante ao do movimento comunista. Se a esquerda de poder imita o poder da direita e as outras continuam a sonhar com os amanhãs que já não cantam, se, no seu conjunto, a esquerda deixa de representar um horizonte visível de esperança, os eleitores viram-se para outro lado e para a ilusão da segurança que, em época de crise, a direita oferece. Pelo menos a direita sabe o quer: quer poder. E não tem os pruridos da esquerda, une-se para o conquistar.
As próximas eleições serão marcadas por uma ofensiva ideológica da direita. O que está em causa é o consenso constitucional aprovado por larga maioria, incluindo o PSD, sobre os direitos sociais (escola pública, universalidade do acesso à saúde, segurança social pública).
A líder do PSD anuncia o fim de um ciclo e de uma concepção da democracia em que direitos políticos e direitos sociais eram considerados inseparáveis. Com o absurdo de o PSD partir para as eleições com a bandeira da ideologia que está na origem da actual crise mundial. Sabem-se os objectivos: papel do Estado, protecção social, direito do trabalho.
Os resultados desta receita estão à vista em toda a parte: desregulação do mercado entregue a si mesmo, busca sem freio do lucro pelo lucro com total indiferença pelos custos sociais, ausência de ética e transparência. Na hora do colapso do neoliberalismo, MFL faz o discurso ultraliberal do Estado mínimo. À força de tanto querer rasgar, acabará por rasgar o horizonte social do 25 de Abril, consagrado na Constituição.
E por isso impunha-se um sobressalto. Seria preciso que os socialistas acordassem do seu torpor e que dentro do PS se ouvissem vozes a exigir uma mudança. Não só de estilo, mas de pessoas e de políticas. Na educação, no trabalho (cujo Código é imperioso rever), na Justiça, na função pública, na relação com os sindicatos, na afirmação do primado da política e na urgência de libertar o Estado de interesses que o condicionam.
Seria preciso que o PS fosse capaz de se reencontrar consigo mesmo, com os seus valores e com o seu eleitorado. E que as outras forças de esquerda, sem abdicarem das suas posições próprias, definissem com clareza o adversário principal e se interrogassem sobre as consequências de um eventual governo de MFL.
Se a direita governar, o povo da esquerda será o principal perdedor, independentemente da votação nos partidos que dele se reclamam.
Dir-me-ão que a maioria PS não governou à esquerda. Eu gostaria que tivesse governado de outra maneira. Mas também sei que uma maioria de direita jamais deixaria passar o referendo sobre a IVG e a lei do divórcio. Sei que com um governo de MFL o SNS será praticamente desmantelado e o papel do Estado, como ela já afirmou, "reduzido ao mínimo indispensável".
Como socialista, não me compete dizer ao PCP e ao BE o que devem fazer. Gostaria que uma maioria de esquerda fosse capaz de gerar soluções políticas alternativas. Mas não tenho ilusões. Tal só será possível com uma ruptura de cada uma das esquerdas consigo mesma. O que está longe de acontecer.
Aos socialistas digo que ainda há tempo. Ainda é possível vencer o PSD. Mas não será com certeza ouvindo opiniões à direita e esquecendo a sua própria esquerda. Nas europeias, não foi o PSD que teve um aumento significativo de votação, foi o PS que perdeu grande parte da sua base social, a ponto de, pela primeira vez, ter ficado aquém de um milhão de votos. Várias vezes falei de um buraco negro na esquerda. A soma da abstenção com os resultados do BE e do PCP mostram que esse buraco se situa na área do PS. Não é crível que personalidades de direita consigam recuperar para o PS o eleitorado que este perdeu para a abstenção e para a esquerda. Os socialistas não podem ter um discurso emprestado. Não se combate o liberalismo ultra com o liberalismo suave. Nem se vence o PSD com ex-ideólogos do PSD. Ainda é possível dar a volta. Mas algo tem de acontecer. Apesar dos erros, a bandeira do PS não está no chão. Mais política e menos marketing. Mais socialistas e menos figurantes. Um pouco mais de esquerda. Ou, como diria Mário Cesariny, "um acordar".
Para que um dia destes não estejamos a perguntar-nos como é que se perdeu mais uma oportunidade e como é que um país maioritariamente de esquerda pode acabar uma vez mais a ser governado pela direita.

Fonte: http://clix.expresso.pt/opiniao-e-urgente-acordar-o-ps=f525633
Artigo publicado na edição impressa do Expresso de 11 de Julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AQUI FUI CLARISSE (I)


Esta noite, em dia de grandes decisões... vou à Casa Amarela ver AQUI FUI CLARISSE, uma co-produção entre a arte pública e a Comp. de Teatro de Sintra.



sobre AQUI FUI CLARISSE de Gisela Cañamero

Debruçando-se sobre a impermanência e o efémero, a fragilidade das nossas convicções acerca da vida, construídas por sucessões de hábitos e de rotinas, AQUI FUI: CLARISSE. é um poema onírico que se instaura cenicamente através do diálogo entre a música, o canto, a representação e os universos sonoros e visuais, guiado por Adaíl – Aquele que mostra o Caminho – no momento do inesperado passamento de Clarisse - cuja consciência atravessará os estádios de estranheza – do espaço e do tempo – de negação, de talvez discernimento, de interrogação, de recordação, de apego e hesitação - até à aceitação da sua morte física.

Da autoria de Gisela Cañamero, a proposta dramaturgica é ancorada nos pressupostos de um dos principais intérpretes do budismo tibetano no ocidente, Soyal Rinpoche, e, poeticamente tocada pelos universos de Clarice Lispector, David-Mourão Ferreira, Ruy Belo ou de António Franco Alexandre.

em cena na Casa Amarela 9, 10, 11, 16, 17 e 18 JULHO às 22h00