segunda-feira, 23 de março de 2009

falar por código...

Não sei porque diziam que dizem que é de ouro, quando nem lata vale.
... isso de falar por códido é habitual desde há muito, parece.

Menino de Ouro

de camisa aberta...

Eduarda Maio

Hoje ao ler o artigo de opinião de Mário Crespo publicado no JN e edição on-line em http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo, confesso que não sabia que titulo dar a este post, eram tantas as possibilidades que dificulta a escolha, desde "reacção governamental" passando a pelo "efeito para potenciar a mensagem do governo" não olvidando a "campanha anti-sindical" mas os titulos com mais força eram "a rua já grita" optei por dar a este post o titulo "de camisa aberta" depois de ouvir alguém numa estação de rádio a discutir sobre o caso "provedor de justiça"... depois do menino de oiro é a vez da menina de camisa aberta.

Na Integra artigo de opinião daquele que deve ser um exemplo a seguir pela classe jornalistica - Mário Crespo -, seria bom que a imprensa aqui do burgo ouvissem e lessem mais MÁRIO CRESPO, um exemplo de isenção ao serviço da informação por excelência!

"O caso de Eduarda Maio surpreende pela crueza. O conteúdo manipulatório do anúncio da subdirectora de Informação da RDP tem uma falta de sofisticação que é irritante. Com total despudor, os principais centros de indústrias de cultura do Estado coligaram-se para dar ressonância à reacção governamental ao protesto.
Sócrates considerou as manifestações de rua politicamente manipuladas. Dias depois do pronunciamento do primeiro-ministro, RTP e RDP, em total sinergia, acrescentam um efeito adicional para potenciar a mensagem do chefe do Governo: manifestações de rua são incómodas e atrasam a vida a quem quer trabalhar. São manifestações "contra" quem "quer chegar a horas", acaba a dizer uma das mais altas responsáveis da informação do Estado em Portugal. Esta afirmação de Eduarda Maio não é feita num comentário a notícias do dia, num editorial ou num espaço de opinião, o que seria trabalho jornalístico legítimo.
A propaganda anti-sindical surge toscamente disfarçada num spot promocional da Antena 1, transmitido pela RTP. Face a isto, é muito difícil ao Governo socialista dizer que não interfere na informação prestada pelo Estado. As dúvidas sobre a postura jornalística de Eduarda Maio depois do seu divertido panegírico "Sócrates o Menino de Oiro" dissipam-se com esta participação na urdidura de marketing político em que se confronta a legitimidade do protesto com o slogan da ditadura que a melhor política é o trabalho.
Este último incidente denuncia que a deriva totalitária do regime atingiu em quatro anos um descaramento intolerável para a democracia parlamentar, mesmo desnaturada por uma maioria, que a nossa cultura/incultura política provavelmente não comporta. Assim, usando a legitimidade eleitoral como uma espécie de carta branca para a bizarria, órgãos de Estado desdobram-se em propaganda e repressão que trouxeram a desordem ao sector público e a insegurança ao sector privado. Nesta maneira de estar no poder de José Sócrates, os pseudópodes da criatura maioritária vão cobrindo tudo com um manto de opacidade e intimidação que deforma e perverte.
As reformas conduzidas pelos mesmos chefes do antigamente, sobre quem a bênção socialista terá feito descer o espírito da modernidade, exigem seguidismos amorfos e ameaçam com processos disciplinares e degredo os dissidentes. Este é o Estado como Sócrates o vê em período eleitoral: com aumentos para funcionários quando o resto do país vai para o desemprego e com mordaças disciplinadoras e o quadro de excedentes para os rebeldes. Mas agora que as dúvidas são muitas e a rua já grita, não basta silenciar os números do descontentamento porque eles estão à vista. É a altura do contra-slogan. Tal como a Emissora Oficial no passado, RDP/RTP prestam-se uma vez mais à tarefa de defender regimes à custa de propaganda pensada e executada com o mesmo zelo com que o SNI coordenava, na Emissora Nacional, o programa do salazarismo "Rádio Moscovo não fala verdade". O título deste programa da era de Sócrates é: A CGTP não deixa trabalhar. Como sempre, apresenta-o a Direcção de Informação da RDP."

domingo, 22 de março de 2009

A salvação...

Na primeira página do jornal RECORD a manchete "Lucilio salva Quique" assim vai o mundo desportivo - um espelho de um país - onde uns estão a maios, outros estão... podres, outros ainda consideram o resultado justo... enfim um retrato do portugal do pequeninos onde a ausência de verdade é vista com naturalidade, onde aquilo que é não quer dizer obrigamente que tenha de ser assim.
No passado houve gente com azia e agora? haverá consciência tranquila? Haverá humildade para reconhecer e assumir as consequência dos erros?
Será que os errantes aproveitam esta oportunidade para crescerem ou ao contrário reduzem-se ao seu tamanho?

sábado, 21 de março de 2009

cor podre ou ausência de verdade desportiva?


A SIC transmitiu hoje mais um "derby" entre o Sporting e o outro, o Sporting teve mais oportunidade de jogo, jogou melhor, marcou, teve uma atitude em campo... mas como isso é muito a equipa de arbitragem brindaram o Sporting com o mais decarado "roubo" a favor da outra cor.
Uma vez mais, a ausência de verdade desportiva nas quatro linhas...
... Sócrates já nos nos habituou a este tipo de injustiça, não sendo uma campanha negra é uma cor podre!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Negra ou cor de burro quando foge?

imagem da net

Vasco Graça Moura, em mais um excelente artigo de opinião no Diário de Noticias que transcrevo quase na totalidade:

A cada dia que passa, José Sócrates revela as suas fragilidades confrangedoras: é um político mal preparado e enviesado, capaz de má-fé e de manipulação sem limites, arrogante e vaidoso até se dizer chega, sem nenhuma espécie de consistência ou densidade.
Sempre que faz uma alusão a Manuela Ferreira Leite, mistura alhos com bugalhos e não tem escrúpulos em distorcer o sentido de coisas que ela tinha dito. Não se pode contar com ele para um debate sério e muito menos para um combate político leal. Isto, sem falar na falta de originalidade com que capricha em imitar servilmente as inanidades proferidas pelo seu homem de mão Augusto Santos Silva, apaniguado que passa a vida a acusar os adversários de um vazio de ideias do mesmo passo que demonstra que não está propriamente cheio delas.
O primeiro-ministro, rodeado por medíocres criaturas de indefectível servilismo, tem uma fatal vocação para desgovernar, duvidoso mérito emparelhado com medidas e promessas de "retorno absoluto garantido" sistematicamente furadas, entre mentirolas bombásticas e desculpas de mau pagador.
No último congresso do Partido Socialista, ele invocou matérias transcendentes, de suculenta e decisiva importância nacional, que o impediam de se deslocar a Bruxelas para participar na reunião informal de chefes de Estado e de Governo, retendo-o no meigo rebanho dos correligionários que tão acrisoladamente vai pastoreando. Pois aquelas matérias de coturno sublimado revelaram-se afinal tão obviamente "cagativas" que bastou um simples apagão para serem varridas de vez da ordem de trabalhos do conclave.
...
Faz dó. O PS tornou-se um partido cabisbaixo. E com o PS, o Estado português tornou-se calaceiro e caloteiro. O QREN vai com dois anos de atraso. O funcionamento da justiça pede meças à eternidade. O pagamento das dívidas do Estado às PME continua em ponto morto. Os nomes de amigalhaços e compadres surgem em constelação tentacular, ligados a negociatas e tranquibérnias. As iniciativas sérias, viáveis e eficazes, adequadamente dimensionadas para a natureza e gravidade dos problemas, continuam sem aparecer.
É o Portugal da meia bola e força no melhor das suas águas turvas: umas mediocridades absolutas, umas banalidades sem remédio, uma chocante falta de rigor, uma política trapalhona, uma manipulação permanente e videirinha, umas espertezas saloias, uma teia de rabos-de-palha ainda muito longe do esclarecimento necessário.
Sócrates está-se marimbando solenemente para tudo o que não seja a promoção desenfreada da sua enfatuada pessoa e a sua própria campanha eleitoral.
Incompetente para propor e desencadear quaisquer soluções sérias para o desemprego, a economia, a insegurança, a justiça, a educação, a saúde, etc., etc., é então que se lembra de introduzir o tema da campanha a que chama negra.
Ora quem tanto se autovitimiza com essa rábula da "campanha negra" fica reduzido a fazer, por sua vez, uma campanha cor de burro quando foge. Confere.

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1174398&seccao=Vasco%20Gra%E7a%20Moura&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

quinta-feira, 19 de março de 2009

dizem que é: uma sessão de trabalho


Hoje em Beja, pelas 21h30, numa das unidades hoteleiras, irá haver uma sessão de trabalho de uma candidatura à presidência da CMB, segundo serviço noticioso http://www.radiopax.com/noticias.php?d=noticias&id=5485&c=1, uma sessão de de trabalho que "reunião cerca de 150 pessoas"...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Cultura de responsabilização precisa-se!

Imagem da net

Mário Crespo, no seu artigo de opinião ao Jornal de Noticias que aqui transcrevo na integra chama-nos à atenção que nem ao mais alto cargo existe a cultura da responsabilização independentemente o PR possuir poderosissimos instrumentos para a resolução dos problemas dos seus concidadãos...

Como disse, na integra o artigo:

"Ouvir dizer ao mais alto nível do Estado que não há soluções para o horror do desemprego é ouvir dizer que o Estado faliu. Meia centena de trabalhadores despedidos de fábricas em Barcelos e Esposende tiveram essa experiência de anticidadania. Numa visita, o presidente da República foi confrontado com um grupo de desempregados que empunhavam cartazes pedindo ajuda. Foi ter com eles e disse-lhes que não tinha nenhuma solução para os seus problemas.
Para um chefe de Estado é proibido dizer isso aos seus concidadãos e depois embarcar num carro alemão de alto luxo e cilindrada, acenando, apoquentado, aos que nada têm.
É isso que faz querer que os ricos paguem as crises.
Só se é chefe de um Estado para trabalhar na busca de soluções e encontrá-las. Sem isso não se é nada. Ser presidente em Portugal não é um cargo ritual. O presidente tem nas mãos ferramentas poderosas para influenciar o destino do país. Pode nomear e demitir governos, chamar agentes executivos e executores, falar aos deputados sempre que quiser, reunir conselheiros, motivar empresários, admoestar ministros e deve, sobretudo, exigir resultados. Ser chefe de Estado em Portugal inclui poderes executivos, e como tal, ter responsabilidades de executivo. Ao dizer que não tem soluções para as vítimas do descalabro que há três décadas estava em gestação no país onde ocupou os mais elevados cargos, o presidente da República dá à Nação a mensagem de que nem ao mais alto nível há o sentido da responsabilidade nem a cultura de responsabilização.
Ao dizer aos desempregados de Barcelos que nada pode fazer, o presidente diz a todo o Portugal que o Estado e o seu sistema não são mais do que um imenso círculo de actores autodesresponsabilizados que vão passando a batata-quente de uns para os outros. Depois destas declarações aos desempregados, o célebre letreiro "The Buck Stops Here", que Roosevelt tinha na sua secretária, não tem lugar na mesa de trabalho do presidente português. Com esse letreiro, que equivale a dizer que a batata-quente não passa daqui, Roosevelt lançou as bases da maior economia do Mundo das cinzas da grande depressão. Em Portugal, na maior depressão de sempre, o presidente diz que não tem soluções. Devia tê-las. Aníbal Cavaco Silva desde Sá Carneiro que participa no Governo. Dirigiu executivos durante a década em que Portugal teve a oportunidade histórica de ter todo o dinheiro do Mundo para se transformar num país viável. Mesmo com a viabilidade da economia questionada, Cavaco Silva, como profissional que é, regressa à política com uma longa e feroz luta pela presidência da República. Assumiu-se como a "boa moeda" que conseguiria resistir às investidas das "más moedas",
na sua cruel pedagogia da Lei de Gresham, que foi determinante para aniquilar um governo do seu próprio partido e dar-lhe a chefia do Estado.
É um homem de acção impiedosa e firme, quando a quer ter.
Se o pronunciamento que fez de não ter soluções para esta crise foi uma tentativa de culpabilizar só o Governo, então foi de um insuportável, mas característico, tacticismo. Se foi sincero, então foi vergado pelo remorso, e anunciou que a sua longa carreira de político e de homem público chegou ao fim.

domingo, 15 de março de 2009

O cancro deste século


Joe Berardo, imagem da net

Um dos homens mais ricos de Portugal, Joe Berardo fala das “responsabilidades sociais” e do “dinheiro virtual” do “ataque à libra em 1992” impulsionado pela “ganância em fazer mais dinheiro…”
Reconhece que as off-shores são "o cancro deste século".
Joe Berardo possui uma fortuna avaliada pela FORBES em mais de 10 milhões de dólares “não gosta de estragar dinheiro…” mas não prescinde da “Fundação”.. que “fazer o bem” e fá-lo “pela cultura” afirma.
Detentor de uma importante colecção de arte moderna e contemporânea – Colecção Berardo – avaliada à 3 anos em 316 milhões de euros.
Não concordando com a legislação laboral deixa algumas sugestões ao Governo, aos investidores, aos trabalhadores.
Joe Berardo critica ainda os sindicatos pela não modernização na forma de agir e pensar dos sindicatos afirmando que os sindicatos “ ainda pensam no tempo de Salazar”.
Ouvir as palavras de Joe Berardo, hoje para mim, foram como ver uma das exposições da Colecção Berardo, uma abertura, uma clareza, um estímulo, uma consciência e um exemplo que muitos deviam seguir.

Em Beja, a única colecção que temos é a colecção de mandatos do PCP ao longo deste 35 anos após o 25 de Abril.

Aqui em Beja de Hoje o poder autárquico comportam-se como os sindicados - pensam no tempo de Salazar, ou pior um pouco – desejam que o tempo regrida até esse tempo!
Beja precisa de uma mente aberta, livre, consciente e desperta – que faça o bem PELA CULTURA.

Para ler e ouvir entrevista Correio da Manha/RCP em http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=30C78BB8-DE16-428C-99E5-235C517F2E11&channelid=00000229-0000-0000-0000-000000000229

sábado, 14 de março de 2009

Uma situação inédita

Teixeira dos Santos e Vitor Constâncio, imagem da net


No semanário SOL dá a noticia http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=128861 de que Teixeira dos Santos - o actual Ministro das Finanças - irá subsituir Vitor Constâncio no Banco de Portugal...

Acho muito bem que Vitor Constâncio deve sair do Banco de Portugal... e já vai tarde, deve mesmo antecipar a sua saída o quanto antes - , depois de ter "mexido os cordelinhos" para que fosse possivel um segundo mandato à frente do Banco de portugal...

Por outro lado "... a passagem directa de um ex-ministro das finanças para o lugar de Governador do Banco de Portugal" faz-me lembrar as dinastias, onde o lugar de um é 'ocupado' pelo seu mais directo descendente consanguinário...

Será possivel que a classe dita 'politica nacional' não vê a urgência de que os lugares não são casas dum tabuleiro de xadréz?
É inédito, Portugal no seu melhor sem vergonha nem pudor!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Governar um cidade...


"Governar uma cidade é assumir o sentido da sua História, dar sentido ao seu projecto colectivo e dar sentido à vida das pessoas." é assim que Pedro Santana Lopes se refere "POR UMA LISBOA COM SENTIDO".



"O sentido da Democracia só existe quando as palavras não são ditas ou escritas em vão. Principalmente, no momento nobre de uma eleição."


Pois é, independentemente da filiação politico-partidária Pedro Santana Lopes, este tem para Lisboa uma visão estratégica, apresenta projectos, mobiliza pessoas e mais importante que tudo estimula à livre participação dos cidadãos.


Nas propostas de PSL é visivel a verdadeira e pura prática politica na gestão de recursos existentes promovento um maior e melhor bem-estar das pessoas.


Aqui no burgo o sentido é o mesmo, há mais de 30 anos. e nos últimos 4 ainda tem sido mais vincado... seguir segamente as indicações do CC do PCP, recusando-se a debater, confrontar ideias e projectos, a surdez em ouvir ideias...


Beja de Hoje precisa e vai ter (ao que tudo indica) de uma candidatura à Presidência da CMB que devolva a Cidade os cidadãos, que promova uma efectica fixação de jovens, de empresas e que não continue neste marasmo que que se encotra.


A candidata que aparecer como independente, independentemente da sua familia partidária, merece e irá ter (o meu apoio incondicional) no confronto de ideias e projectos, espero que a esta corrente muitos e muitas mais se juntem!


O futuro da nossa cidade é o nosso fururo! não o deixemos que morra...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Duas opções, nestas eleições

imagem da net

Em mais um excelente artigo de opinião - de Mário Crespo públicada dia 9/3/2009 no Jornal de Noticias - sobre as duas opções nestas três leições, qualquer escolha é 'arriscada' e onde o "quase mutismo dos partidos do bloco central de intreresses e às questões colocadas os inquiridos "respondem sempre que não se lembram dos pormenores..." à boa maneira de Richard Nixon...
Mário Crespo escreve "nos próximos processos eleitorais só há duas opções. Ou votam Freeport ou votam BPN, sendo ambas arriscadas... a mais incerta, nesta altura, ainda é o BPN.
... apesar das monstruosidades já apuradas os dois grandes partidos da democracia portuguesa anulam-se em silêncios... enquanto CDS, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português mantêm a pressão que tem empurrado os declarantes para a velha táctica de defesa ensinada por Richard Nixon aos seus cúmplices no Watergate. "Respondam sempre que não se lembram dos pormenores. Nunca se auto-incriminem. Nunca prestem informação voluntariamente.
... em qualquer das três eleições, um voto no BPN pode equivaler a apoiar algo que ainda está de facto por explodir, mas que explodirá quando Nuno Melo, João Semedo ou Honório Novo chegarem à fase de indagar sobre a participação dos serviços do BPN em processos eleitorais do passado-presente.
... vota-se Freeport ou BPN? O voto no BPN já se sabe quanto nos custou... os portugueses já desembolsaram 1,8 mil milhões de euros para pagar as megalomanias de dois membros do núcleo duro político do actual presidente da República.

O voto no Freeport ainda não se sabe quanto vai custar. De facto, até há o aspecto estranhíssimo do Freeport ser um completo e assumido desastre comercial. Para quê, então, gastar tanto milhão a alterar uma reserva da natureza que era, por ordenamento, inalterável? Era bom fazer esta pergunta antes do Freeport implodir para tentar compreender o que é que virá depois da implosão. Pelo sim pelo não, enquanto não houver respostas, acho que é altura de fugir destas grandes superfícies, senão acabamos esmagados por elas.

Portugal é de Todos

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/especiais/25-abril-portugal-e-de-todos/

Uma excelente inicitava Expresso, Visão, Sic e aeiou - Portugal é de Todos.
Serão os nossos dirigentes politicos da mesma opinião? Que fará o Governo com este instrumento de trabalho? ...e o poder local? saberão ler os sinais da sociedade?
Em Beja, o burgo ainda é do PC... até quando? Espero que por pouco tempo...

terça-feira, 10 de março de 2009

Que país é este?

Medina Carreira ontem à noite em apenas 30 minutos deixou-nos um diagnóstico triste mas real.



Aguém ouviu?

segunda-feira, 9 de março de 2009

JPV vs FS: animais políticos ou politica ao quadrado

O confronto político já começou, segundo comunicado divulgado em http://www.radiopax.com/noticias.php?id=5348&pageNum_noticias=0&d=noticias&c=1.

Do lado rosa, até ao momento, são levantadas questões pertinentes...

Do lado vermelho, azul, verde ou de outra cor qualquer veremos se os meus camaradas serão honestos o suficiente e dizer a verdade... sem ofensa nem peixeirada, nem politica de quintal...

Os Socialistas sabem que este é de facto o pior mandato do PCP na CMB desde 1974...

Terão os meus camaradas consciência deste facto?... Ou teremos o PCP a dizer que vai promover a mudança... que se os outros ganharem é o fim do mundo... blá blá blá, com as ameaças do advento do fim do mundo.

Nestas eleições, uma coisa posso garantir, ao contrário de 2005 - Francisco Santos não terá o meu voto nem o meu apoio!

Espero que apareçam mais candidaturas, confesso que aguardo pela confirmação ou não da pessoa que se fala que irá encabeçar a lista do BE à Presidência da CMB, sabido que Alberto Matos não o será, será o Bloco de Esquerda - ainda com sangue jovem na veias - o verdadeiro e único promotor da mudança política aqui do burgo?...

domingo, 8 de março de 2009

Eleições, Manuel Alegre I

Manuel Alegre em declarações ao Expresso quebra o silêncio.
Diz "Se a lei deixasse avançava com candidatura MIC às legislativas" 2009.
Manuel Alegre revela a vontade - entenda-se interesse - de Socrates de o ter no seu lado nas legislativas deste ano...

Manuel Alegre sabe qual é o seu "quadrado" na esfera politica nacional...



P - Já houve notícias de pelo menos duas reuniões suas com José Sócrates. Estão a tentar chegar a um entendimento para as legislativas?
R - Há uma vontade do secretário-geral de que isso aconteça. E há uma reflexão minha sobre isso.
P - A iniciativa partiu dele?
R - Estas coisas devem fazer-se sem vencedores nem vencidos. Há uma partilha de vontades. Mas não fui eu que tomei a iniciativa.
P - Já afirmou que, nessa discussão, não é uma lógica de mercearia que está em causa, mas uma questão de princípios.
R - O princípio fundamental é o reconhecimento do espaço próprio que eu represento, saber se isso é ou não compatível com uma relação com o PS. Sem abdicar de valores como a revogação do código laboral, a suspensão do modelo de avaliação dos professores, a abolição das taxas moderadoras, os serviços públicos a funcionar de acordo com uma lógica de interesse geral e não de parcerias público-privadas. Se isso for respeitado é possível conversar.
P - Para Sócrates aceitar essas condições tem de renegar o que tem vindo a fazer no Governo.
R - Não se trata de condições, trata-se da verdade! Não exijo que o Governo se renegue. Não quero é renegar-me a mim mesmo. Não pretendo fazer o programa de Governo, mas gostaria de ter alguma participação e mudar algumas políticas do Executivo.
P - Porque é que Sócrates haveria de ceder-lhe?
R - Não se trata de ceder. Trata-se de vontade e inteligência políticas: saber se, apesar de todas as diferenças, há ou não possibilidade de convergência.
P - Se essa convergência acontecer não é apenas por uma lógica aritmética, porque Sócrates faz as contas e sabe que o seu apoio lhe pode custar (ou valer) a maioria absoluta?
R - Isso ninguém sabe. A política é sempre uma relação de forças.
P - Esse entendimento pode vir a traduzir-se num grupo parlamentar dentro do grupo parlamentar?
R - (Silêncio). Tem de ter alguma tradução, mas não lhe chamaria assim. Essas conversas são muito complicadas e não quero fazer diktats a ninguém. As coisas têm de ser feitas com muita dignidade recíproca.
P - Se se entender com Sócrates. a restante esquerda fora do PS vai compreender isso?
R - Quem conversa comigo conversa com o militante do PS, a referência histórica do PS. É uma das minhas debilidades e uma das minhas forças.
P - A sua permanência no PS não está, portanto, em causa?
R - Eu estiquei a corda quase até ao limite. Dentro e fora do PS. Mas não posso eu sozinho ser a convergência da esquerda. Não é meu propósito nem minha vontade. A não ser que me forcem a isso. Um partido é um instrumento, não é um fim em si.
P - Vamos voltar a vê-lo na AR na próxima legislatura?
R - Isso não depende só de mim.
P - Vai fazer campanha ao lado de José Sócrates?
R - Neste momento não sei. Não estou a fazer tabu nem estou a ser ambíguo.
P - Gostava de ser presidente da AR?
R - Gostaria de ter sido em 2004. Agora não. Não ia entrar na mercearia de disputar isso com Jaime Gama, que considero politicamente. E ser presidente da AR seria uma mordaça de luxo, quando eu não me retirei do combate político, continuo a lutar por mudar as coisas no PS, na esquerda, na democracia - que está a ser confiscada por gente medíocre que se apoderou dos partidos.
P - E candidato presidencial em 2011?
R - Não está nos meus planos, como não estava em 2006 e de repente aconteceu. O inesperado pode sempre acontecer. Mas não está na minha agenda nem nos meus planos.
P - Há uma expectativa em relação ao que poderá vir a fazer.
R - Há uma grande abdicação cívica em Portugal. Já havia no tempo do fascismo. E quando isso acontece depositam-se as esperanças em duas ou três pessoas. Às vezes numa só. Isso não me obriga a fazer o que outros querem que eu faça. Com a minha candidatura presidencial surgiu uma nova esperança, um novo espaço político com expressão orgânica e não orgânica, dentro e fora do PS. Para mim é fundamental que a direcção do PS reconheça esse espaço. Se o fizer, óptimo, se não ...
P - ... O que acontece?
R - Veremos. As coisas têm a sua lógica. Eles sabem que este espaço existe, que teve expressão nas urnas. Alguns receiam até que tenha outra vez expressão em qualquer coisa.
P - E é um receio infundado?
R - O que vou fazer depende muito de questões políticas, não de questões pessoais. Não tenho nenhuma razão de queixa pessoal dos dirigentes do PS. Tenho é outra concepção do que deve ser a estratégia do PS e uma política de esquerda - não percebo que se faça um congresso de viragem à esquerda em que se elege como inimigo principal a outra esquerda e até a esquerda do partido! Suponho que, se não houver maioria absoluta, estão abertos a coligações com o PSD ou com o CDS.
P - Se os movimentos de cidadãos pudessem candidatar-se ao Parlamento avançava com o MIC já nas próximas legislativas?
R - Avançava.
P - Contra o PS?
R - Contra o statu quo e a favor de uma renovação da democracia. E se calhar criando condições para a renovação do próprio PS. Um dos meus objectivos políticos de reforma institucional é a possibilidade de cidadãos se poderem candidatar ao Parlamento.
P - E ‘não se faz um partido como quem faz um fato’ ...
R - Era muito fácil arranjar aí umas listas para uma votação negativa, de protesto. Mas isso não faço. Não sou um aventureiro político. Mas há uma lacuna na esquerda na Europa. Mário Soares fala da esquerdização do mundo. Era bom que ele falasse da esquerdização, ou não, do PS e da nossa democracia. Mas disso ele não fala. Diz é que a convergência atrapalha!
P - Os ataques (de Sócrates. mas sobretudo de António Costa) ao Bloco de Esquerda, durante o Congresso. não auguram convergência
R - Esse discurso não tem lógica; o que devia era haver um entendimento em Lisboa. Ser presidente da Câmara de Lisboa é mais importante que ser o número dois do PS. Mas ele lá sabe. Chocado com a entronização de Sócrates, Alegre recusa alinhar nessa festa: "Não é uma festa, é um enterro", E lamenta que Soares o faça
P - Os seus camaradas vão perdoar-lhe dizer ao Expresso o que não lhes foi dizer a Espinho?
R - Espinho foi um congresso de uma nota só. Isso é perigoso, quer para o PS, quer para José Sócrates. Quando isso acontece é porque a pessoa está só, mais só do que parece, apesar dos apoios todos. Estou à vontade para o dizer porque não sou dependente, nem dele, nem de ninguém e talvez até seja capaz de compreender melhor a solidão dele do que muitos que lá foram bater-lhe palmas. Talvez ele precise de falar mais comigo do que com alguns dos seus indefectíveis. Sabe que lhe digo o que penso e não tenho nada a pedir.
P -As directas deram cabo dos congressos?
R - Fui das primeiras pessoas, senão a primeira, a defender as directas. Aliás, sou por uma abertura ainda maior, sou mais favorável a eleições primárias, à americana. Isso permitiria uma reforma dos partidos, se é que eles são reformáveis. A crise pode ter consequências muito profundas do ponto de vista social e se os partidos não se reformam os próprios processos sociais vão provocar o aparecimento de novos sujeitos políticos, à esquerda ... ou à direita. E a democracia pode ficar em risco.
P - Mas ainda é possível salvar a democracia com os partidos?
R - Os partidos não esgotam a democracia. Até a podem estragar. Sempre fui renitente em relação à lógica partidária. Mesmo na clandestinidade, fui um homem do partido por força das circunstâncias históricas, mas fui sempre um rebelde. As pessoas devem preocupar-se, a começar pelos líderes, com este fenómeno de os partidos se transformarem na entronização de um líder, seja ele qual for. É o grau zero da política, da discussão, da ideologia. Neste congresso nem a moção do secretário-geral foi discutida!
P - O editorial do "Público", na segunda-feira, dizia que há mais debate num congresso do PCP do que o que houve em Espinho.
R - Não me admira. O PCP tem os seus debates, segundo as suas regras próprias, mas tem-nos. O que se discutiu em Espinho? O desemprego, as falências, a fractura social, a justiça?
P - Há falta de debate no PS porque "há medo", como alertava Edmundo Pedro?
R - O Edmundo falou nisso, mas depois parece que ele próprio ficou com medo de ter dito que havia medo. Uma coisa extraordinária vinda de um homem que nunca teve medo e esteve dez anos no Tarrafal! Já lho disse. Não acho que Sócrates mande calar ninguém, que alguém no PS mande calar quem quer que seja. Mas porque é que as pessoas se calam? Posso perceber o comportamento de alguns, que criaram dependências do partido. Não percebo o de outros. Eu sei que se fosse lá punha o congresso de pé. Mas não sou um animador de congressos.
P - Não é o Santana Lopes do PS?
R- Não, não sou. Com todo o respeito e consideração pela pessoa, somos muito diferentes. Mário Soares empregou esta semana uma expressão muito infeliz. Comentando que as notícias do congresso viveram da expectativa se Manuel Alegre ia lá fazer uma 'peixeirada' ou não. Gostaria de saber se aqueles discursos que eu fiz e o ajudaram a ganhar alguns congressos (sobretudo o primeiro) também entram na categoria de 'peixeirada'. E fico muito preocupado por ver o modo como o fundador do PS, um homem que sempre se bateu pelo pluralismo, pela democracia, contra congressos unanimistas, se pronunciou acerca deste congresso. O país está muito doente quando uma pessoa com a responsabilidade histórica e política de Mário Soares diz, como disse, que não sabe o que seria do PS sem Sócrates.
P - Está confiante no papel da UE na resolução desta crise?
R - Concordo com Mário Soares quando ele diz que há uma falta de líderes na UE. Há egoísmos. Houve durante muito tempo subordinação à política norte-americana. Durão Barroso saltou da conferência dos Açores para a Comissão Europeia. Terá sido por acaso?
P - Ser deputado europeu não o fascinava?
R - Nunca me fascinou. Desde a primeira delegação portuguesa que andaram em cima de mim. Nunca quis. E agora também, devo dizer
P - Foi convidado?
R - Houve gente que me tentou convencer. Mas eu passei 12 anos no exílio. Em Bruxelas não há Sol, não há Sul, não há mar, nem Alentejo.
P - Vital foi uma boa escolha?
R - Foi a escolha do secretário-geral, apresentada ao Congresso. P - Vai votar nele ? R - (Silêncio. Risos)
P - As Europeias vã ser um referendo à governação PS
R - Tendem sempre a ser. Aqui infelizmente, ainda se discute muito pouco a questão europeia e o que vai estar em causa é a política interna.
Cristina Figueiredo, Semanário Expresso
entrevista ao Expresso Manuel Alegre quebra o silêncio
http://www.micportugal.org/index.htm?no=10001296

domingo, 1 de março de 2009

Operação Valquiria

Hoje, depois de:
- ouvir Sócrates na TV a apresentar o programa de governo;
- saber que Vital Moreira é o cabeça de lista às eleições Europeias de 7 de Junho de 2009;
- Francisco Santos apresentar oficialmente a sua recandidatura à Presidência ao Burgo;
- saber da reunião secreta do Bloco de Esquerda em Beja;
- passar pelo cartaz de propaganda partidária, quer dizer municipal - seja lá o que isso seja - "Beja Orgulha-se dos nossos avós"

ouso questionor ... se estarão os nossos avós orgulhosos por esta Beja? Estarão os nossos avós orgulhosos do marasmo em que Beja se encontra? Pensará o executivo municipal que os nossos avós estão em estado dormente? Estarão os nossos avós silênciosos à espera de uma nova operação Valquiria, desta feita em Beja, com desenlace diferente do de 20 Julho de 1944 na Prússia Oriental?...


Operação Valquiria

Hoje vou ao cinema de Beja - Melius

E porque nunca é demais um pouco de história
retirado do site http://pt.wikipedia.org/

Em 20 de julho de 1944, o conde Claus Schenk Graf von Stauffenberg perpetrou um atentado contra Hitler, em nome do movimento de resistência, do qual faziam parte vários oficiais. Hitler saiu apenas levemente ferido da explosão de uma bomba em seu quartel-general na Prússia Oriental. A represália não se fez esperar: mais de quatro mil pessoas, membros e simpatizantes da resistência, foram executadas nos meses seguintes.
O conde
Claus Schenk Graf von Stauffenberg foi um dos principais personagens da conspiração que culminou com o fracassado atentado contra Hitler em 20 de julho de 1944. Nascido na Suábia em 15 de novembro de 1907, Stauffenberg foi um patriota alemão conservador, que a princípio simpatizou com os aspectos nacionalistas e militaristas do regime nazista.
Mas desde cedo começou a questionar não só o
genocídio contra judeus, poloneses, russos e outros grupos da população estigmatizados pelo regime de Hitler, como também a forma, na sua opinião "inadequada", do comando militar alemão. Mesmo assim, como muitos outros militares, preferiu no começo manter-se fiel ao regime.
Em
1942, junto com seu irmão Berthold e outros membros da resistência, ele ajudou a elaborar uma declaração de governo pós-derrubada de Hitler. Os conspiradores defendiam a volta das liberdades e direitos previstos na Constituição de 1933, mas rejeitavam o restabelecimento da democracia parlamentar.
Em março de 1942,
Stauffenberg havia sido promovido a oficial do Estado Maior da 10ª Divisão de Tanques, com a incumbência de proteger as tropas do general Erwin Rommel, após o desembarque dos aliados no norte da África. Num ataque aéreo em 7 de abril de 1943, Stauffenberg perdeu um olho, a mão direita e dois dedos da mão esquerda.
Após recuperar-se dos ferimentos, aliou-se ao general Friedrich Olbricht, Alfred Mertz von Quinheim e Henning von Treskow na conspiração que passaram a chamar de Operação Valquíria. Oficialmente, a operação pretendia combater inquietações internas, mas na realidade preparava tudo para o período posterior ao planejado
golpe de Estado.
Os planos do atentado que mataria
Hitler foram elaborados com a participação de Carl-Friedrich Goerdeler e de Ludwig Beck. Os conspiradores mantinham, além disso, contatos com a resistência civil. Os planos visavam a eliminação de Hitler e seus sucessores potenciais – Hermann Göring e Heinrich Himmler. A primeira tentativa de atentado em Rastenburg (hoje Polônia), no dia 15 de julho, fracassou.
Na manhã de 20 de julho de 1944, Stauffenberg voou até o quartel-general do Führer "Wolfsschanze", na
Prússia Oriental. Com seu ajudante Werner von Haeften, ele conseguiu ativar apenas um dos dois explosivos previstos para detonar. Mais tarde, usou uma desculpa para entrar na sala de conferências, onde depositou a bolsa com explosivos perto do Führer. Porém, um de seus generais afastou-a involuntariamente de Hitler. A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.
Na capital alemã, os conspiradores comunicaram por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: "Hitler morreu!" Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite,
Stauffenberg, Von Haeften, Von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.
Em 2008,
Tom Cruise estrelou o filme com o mesmo nome sobre a operação.