sábado, 16 de maio de 2009

1º meio-festival da Juventude



Beja, uma vez mais inédita.

Desta feita com o 1º meio-festival da juventude.
À entrada no recinto, a segurança diz-me para guardar o bilhete e aguardar o comunicado da CMB, porque hoje não haverá converto...

À saída, o DIOGO DAS FARTURAS - as melhores farturas de Beja, desabafa "...não é a mesma coisa" e que "a malta não se aguanta lá muito tempo..."

Enfim, Beja inédita no 1º meio-festival da Juventude!

Que teremos:
Teremos um comunicado para breve da CMB?
Teremos um vereador do urbanismo a fiscalizar o mobiliário urbano supostamente danificado pela juventude?
Teremos aproveitamento político por parte da CAPITAL do meio-festival ou da meia-Juventude?
Duas coisas são certas:
1. hoje não teremos concerto BURAKA!
2. um festival sem cabeça em Beja.

ultima hora: o comunicado da CMB em http://www.festivaldajuventude.com/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Politica do Séc. XXI

... alguns pré-requisitos para os politicos do Século XXI.

nu e cru! é a triste verdade...

imagem da net


... um de opinião de Mário Crespo sobre o papel dos partidos politicos em Portugal, no passados anos 80 era às "escuras" hoje à luz dos olofotes da Assembleia da República...


Aqui o bloco não é central mas sim GLOBAL!
Segue texto integral,

"... Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos. O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido. Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado. O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional. Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar". Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana.


Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo.
Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar.
Pelo contrario. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes.
Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde.
Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia. "
Mário Crespo, JN, 11-Maio-2009