quarta-feira, 29 de setembro de 2010

"Cantos da Terra Seca"

NO AVESSO DA PELE
Cantos da Terra Seca
Poesia de Eugénio de Andrade (1923-2005)
PAXJULIA
30 Set
1 e 2 Out
22h00


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

27

Em Março, quando se devia festejar e comemorar o Teatro, discutiu-se o turismo...
Em Setembro, quando se devia discutir o Turismo... nem se ouve falar dele...
Assim vai na Bejadehoje - Capital, que de capital teima a ter apenas a denominação!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ontem, hoje e amanhã

... na voz do poeta
Poetar é, no fundo, mais um acto de humildade.
É pôr de lado os suspiros, as atitudes, esquecer movimentos e tendências, amigos e aquela madrinha que deposita grandes esperanças em nós, e imolar a determinadas palavras toda a poesia possível.


Ruy Belo


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fábulas Fabulosas I


Em tempos tão conturbados como os que atravessamos, é necessário – já o diziam os Gregos – que regulemos não só a nossa saúde física como, principalmente, a nossa saúde emocional. E o humor é tão essencial ao repouso da alma como o sono o é ao repouso do corpo.

domingo, 12 de setembro de 2010

ao meu mano

Luis,
Feliz aniversário!
lembra-te que neste dia que hoje deves comemorar
foste motivo de grande alegria...
aquele abraço

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O silêncio dos pássaros a cantar...

Para ti Mãe,

O silêncio dos pássaros a cantar…

Os pássaros
Acabaram de cantar
O canto agora
é dos carros e motas
O acelerar
O brecar
Ouve-se a voz
Lá muito distante
Ouve-se passos
Crianças a brincar
A caminhar
Tudo numa
Perfeita ordem universal
Vê-se rostos heterogéneos
Diferentes idades
De homem e mulher
De adultos e crianças
Como se estivessem
À espera do carro amarelo
Mas as vozes não se ouvem
Os passos
Ouvem-se de novo a passar
O cão debruça-se
No chão
Mas as vozes
Ouvem-se lá longe baixinho
Como se estivessem a segredar…
As esculturas são de madeira
Onde o tempo da natureza
Apresenta o seu desgaste.
Os pássaros cantam
Com mais intensidade
Como uma sinfonia
No auge da obra-prima.
Vêem-se pessoas
Sentadas, deitadas
Caminhando na relva,
No caminho
Que escolheram fazer…
A criança faz que está à pesca
Ou à caça da borboleta…
O silêncio,
O silêncio interrompido
Pelo roncar dos carros
Movimento de crianças
Bolas a saltar
Mas os pássaros continuam
A cantar.
Há alegria
No jogo da bola
A criança colhe uma flor,
Cheira
Não satisfeito – colhe outra flor
Que a natureza lhe oferece.
O Sol
No azul do céu
Em que só Turner
Podia retratar
A luz
Ouvem-se risos
Na adoração ao menino
Mas… o silêncio
Esse
Apenas interrompidos
pelos risos envergonhados
pelos travões mal oleados

a festa discreta de conforto

Muita leitura
Livros discretos
Bancos de solidão
Momentos de reflexão
Troca de mensagens
Na luz do silêncio.
Ouvem-se as sirenes,
De resto
Uma cumplicidade silenciosa
Nas pernas estendidas
Um grito
Um olhar atento
… não se passa nada,
Volta à entrega
Do corpo à terra.
As crianças brincam, correm, gritam
Os menos crianças comportam-se como
Pequenos adultos
Como se o quisessem ser…
O verde da relva
O amarelo do sol
O azul do céu
Reflectem todas as cores nas pessoas

Mas os pássaros voltam a cantar…

Escrito a 17 Abril 2010,
dedicado à minha Mãe no dia da sua partida
3 de Setembro 2010
Do teu filho

sábado, 4 de setembro de 2010

MÃE

A nossa distância
interrompida
pelo teu silêncio...

Sabes que viverás
no meu coração
e na minha memória

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

todas as palavras

todas as palavras
que não te disse
ficaram comigo
para te as entregar
quando te reencontrar...
MÃE
estarás sempre presente
em tudo o que de mim é!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010