sexta-feira, 29 de outubro de 2010

OE2011 e concursos....

imagem da net


Ao que chega ao grande e pequeno público,

Neste Novembro, além de comemorar-se o S. Martinho no dia 11, antes, no dia 3 será aprovado o OE para 2011.

Novembro é também o mês dos concursos... terá faizão ou pavão em 2012?

Ouve-se em Outubro em possivel cenário de eleições legislativas em Maio ou Junho... bem, será uma crise poltico-económico-financeira?

... parece-me mais uma crise cultural...

sábado, 9 de outubro de 2010

senso

il senso della vitta, imagem da net


Senso do dever e responsabilidade,
há quem o tenha
mas há também que o desconheça...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Regressar ao ritmo... segundo os cientistas

interssante este estudo
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=1447

domingo, 3 de outubro de 2010

É NOITE, MÃE

As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
para colocar na tua face, mãe!...

Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia para contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...

É noite, mãe: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manhã me ressuscite!...

António Salvado, in "Difícil Passagem"

sábado, 2 de outubro de 2010

Procuro-te

Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre — procuro-te.

Eugénio de Andrade, in "As Palavras Interditas"